Protesto aos 30!
Era o dia mais quente dos últimos vinte anos, era a semana mais difícil dos últimos anos e era sexta-feira. Terapia era imprescíndível depois de tantas ocorrências.
Na volta, estava num ônibus, ou melhor num forno, quando tudo parou. A Policia do Exército bloqueou a travessia da Av. Água Espraiada, de quatro pistas para cada lado, para o Bush passar. Todos os carros e motos iniciaram um "buzinasso", em protesto contra o Bush. Uma garota, motorista de um fusca roxo, gritava para o cobrador que isso estava acontecendo por causa do presidente americano, tentando contagiar sua raiva. O cobrador saiu da posição dele dizendo que brasileiro tem mais é que se lascar mesmo, o homem tem grana , para tudo e pronto.
Eu estava em pé no ônibus e observei a raiva de todos, o protesto e os gritos do motoristas mais jovens, contra o imperialismo. Lembrei das passeatas que participei, até sozinha, a raiva que sentia e a importância que eu dava ao meu grito na rua... que pena , isso tudo diminuiu bem. Não me vejo mais nesse calor, andando na paulista! Não tenho mais aquela crença na mudança e se mudar, outra desgraça vai acontecer, e assim caminha o mundo. A civilização nunca foi equilibrada, em tempo algum, por que as pessoas têm esperança que pode mudar para melhor? Nunca foi e não tem porquê ser!
A Av. Santo Amaro continuava bloqueada para atravessar a Av. Água Espraiada, o calor insuportável e dentro do ônibus um forno. Desci e resolvi ir a pé. Segui em frente e quando cheguei no cruzamento, estava a P. E. e a CET bloqueando os carros e motos e na calçadas umas vinte pessoas paradas, aguardando a liberação para atravessar. Os policiais estavam de um lado e de outro do farol, de costas um para outro, formando um corredor.
Segui, sem parar, não olhei para os lados e atravessei! Levantei a cabeça, fiz cara de brava, fiquei ereta, de vestido longo esvoaçante , cabelo solto e atravessei sozinha, as oitos pistas da Avenida, sem qualquer impedimento. Quando cheguei do outro lado, olhei para trás e estavam todas as pessoas da calçada vindo juntas também! Ri com orgulho. Ainda posso protestar, de forma silenciosa, metida (tá bom.. eu estava num ônibus, não foi tão metida assim!), enfim, um protesto de 30 anos.
Na volta, estava num ônibus, ou melhor num forno, quando tudo parou. A Policia do Exército bloqueou a travessia da Av. Água Espraiada, de quatro pistas para cada lado, para o Bush passar. Todos os carros e motos iniciaram um "buzinasso", em protesto contra o Bush. Uma garota, motorista de um fusca roxo, gritava para o cobrador que isso estava acontecendo por causa do presidente americano, tentando contagiar sua raiva. O cobrador saiu da posição dele dizendo que brasileiro tem mais é que se lascar mesmo, o homem tem grana , para tudo e pronto.
Eu estava em pé no ônibus e observei a raiva de todos, o protesto e os gritos do motoristas mais jovens, contra o imperialismo. Lembrei das passeatas que participei, até sozinha, a raiva que sentia e a importância que eu dava ao meu grito na rua... que pena , isso tudo diminuiu bem. Não me vejo mais nesse calor, andando na paulista! Não tenho mais aquela crença na mudança e se mudar, outra desgraça vai acontecer, e assim caminha o mundo. A civilização nunca foi equilibrada, em tempo algum, por que as pessoas têm esperança que pode mudar para melhor? Nunca foi e não tem porquê ser!
A Av. Santo Amaro continuava bloqueada para atravessar a Av. Água Espraiada, o calor insuportável e dentro do ônibus um forno. Desci e resolvi ir a pé. Segui em frente e quando cheguei no cruzamento, estava a P. E. e a CET bloqueando os carros e motos e na calçadas umas vinte pessoas paradas, aguardando a liberação para atravessar. Os policiais estavam de um lado e de outro do farol, de costas um para outro, formando um corredor.
Segui, sem parar, não olhei para os lados e atravessei! Levantei a cabeça, fiz cara de brava, fiquei ereta, de vestido longo esvoaçante , cabelo solto e atravessei sozinha, as oitos pistas da Avenida, sem qualquer impedimento. Quando cheguei do outro lado, olhei para trás e estavam todas as pessoas da calçada vindo juntas também! Ri com orgulho. Ainda posso protestar, de forma silenciosa, metida (tá bom.. eu estava num ônibus, não foi tão metida assim!), enfim, um protesto de 30 anos.

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