quinta-feira, agosto 24, 2006

comprou um condicionador para mim

Cap III – Ele me comprou um condicionador

Decidi naquela segunda que não estava agüentando mais, que eu iria comprar um vinho e ia ficar postada na porta do apartamento dele. Dessa forma não havia necessidade de dizer nada. Óbvio que não tive coragem.

Ele foi me buscar para jantar e sugeriu um bar super badalado. Minha respiração parou , um lugar badalado? Para que? Então me enganei, caso contrário me levaria num lugar romântico. Sugeri um bar que tem uma vista linda, e era perto de casa, estava fechado. Fomos para o outro lado da cidade, o que não é impedimento para ele , vez que ama perambular pela cidade de carro. Também estava fechado.

Fomos ao Bar Boteco, bar badalado. Ele estava numa boa e eu estava nervosa, ponderando se continuava aquele história ou não. Na verdade, não ouvi quase nada do que conversamos. Só ficava pensando que caso ficasse com ele , seria um risco grande , ao mesmo tempo não tirei os olhos de nossas mãos tão próximas. Mas ele não tentou nada, e pensei que era melhor assim. Deixa como está.

Fiquei feliz de estar firme e ir embora. Estava prendendo meu cabelo olhando para baixo, antes de entrar no carro. Quando senti algo na minha cabeça, virei assustada , por que não tinha visto ele atrás de mim. Ele me puxou me abraçou e me deu o primeiro beijo na cabeça. Ele é alto, lembra? O abracei e ele encostou no carro e me puxou. Não sentia mais nada, fiquei sobre o corpo dele e com a cabeça baixa, ele a levantou e nos beijamos.

Foi um beijo longo e desejado. Tão longo que num instante , que de súbito ele pediu para termos calma que o coração estava saindo pela boca.Que lindo! Eu ri discretamente. Quando voltamos a nos beijar , confessei que aquele beijo era o que eu mais queria . Ele parou tudo e perguntou desde quando. Pensei: Como assim, desde quando? Essas coisas não tem data, pelo amor de Deus , continua beijando. Mas respondi que não sabia e voltei a beija-lo.

Fomos para o apartamento dele, disse que não tinha segundas intenções, mas como eu tinha , eu fui.

Lá estava tudo apagado, mas o luar iluminava o suficiente. Um feixe de luz do Farol também passava de vez em quando. Fomos para a varanda e nos beijamos com muita vontade, ficamos grudados, nenhum centímetro do meu corpo estava distante do dele. Ele , firme, acariciou meus seios e os beijou com a língua. Fiquei de costas para ele e me mexendo, virei o rosto para beija-lo enquanto ele me apertava todo o corpo. Como é bom descobrir assim aos poucos o corpo da outra pessoa, por isso não queria transar logo. Desejava saber antes cada pedacinho dele.

Trouxe algumas almofadas, pegamos um pouco de vinho e conversamos sentados no chão. Apesar de querer ir devagar, não agüentava ficar tão próximo dele sem acaricia-lo. Nos beijávamos e rolávamos nas almofadas, bem devagar. Nesse instante , outro comentário estranho dele:

- Estou adorando essa tal de terapia.
- Por que , seu terapeuta pediu para me beijar?
- Não bem isso.

Eu ri e continuamos, sentamos no chão ainda, para tomar o vinho, mas agüentei só alguns segundos e o envolvi beijando e me deitei , puxando-o sobre mim. Estávamos vestidos e ele começou a simular uma transa, como se estivesse penetrando, fiquei muito excitada. Sentia seu peso, meu quadril no chão e também sentia que ele estava muito excitado, parecia que era um ferro que cutucava o meu colo. Parece dolorido, mas foi muito prazeroso.

Carlos Drummond de Andrade
O chão é cama
O chão é cama para o amor urgente,amor que não espera ir para a cama.Sobre tapete ou duro piso, a gentecompõe de corpo e corpo a úmida trama.E para repousar do amor, vamos à cama.

Drummond nunca me decepciona, impressionante!


Eu já estava entregue, então ele saiu de cima de mim e disse que não era de ferro. Pensei: Mas quem quer ser de ferro agora? Para minha surpresa, disse que iria me levar para casa, eu abanei a cabeça dizendo não. Na verdade não queria transar com ele logo na primeira noite que ficamos, mas também não queria deixa-lo. Pedi para ele tomar um banho frio, o que é redundante em Fortaleza, já que só tem banho frio lá.

Ele me levou para o quarto e me deitou em sua cama. Ele me olhava com tanta vontade que fiquei sem graça. Eu estava com uma blusinha e uma calça jeans justa. Eu já deitada, começou a tirar minha calça com muito cuidado e de forma bem sensual. Fiquei olhando para seu rosto, quando me viu só de calcinha e mini blusa, olhou para meu corpo com tanto desejo que pensei que fosse me atacar. Colaborando com a beleza da cena, saiu, respirando fundo e foi tomar o banho.

Deitamos e me cobri com lençol. Tentei dormi, mas não conseguia, sentei na cama de costas para ele e tirei a blusinha que estava me incomodando. Ele acariciou minhas costas com os dedos, senti um gelo no ventre e deitei novamente, pegou uma camiseta para mim.

Ele pulou para a rede que fica ao lado da cama e me chamou. Ficamos abraçados e nos beijamos, então ele começou a acariciar minha barriga e colocou a mão dentro da minha calcinha. Seus dedos enormes acariciavam todos os pontos de mim e começou a me masturbar. Eu senti tanto tesão que nem me lembro se retribui, eu ofegava alto e já gemia.

Voltamos para a cama, tirou minha blusa e me beijou com a ponta da língua desde minha boca, passando pelos seios até a calcinha. Eu me contorcia e o gelo que subia no meu ventre permaneceu. Tirou a minha calcinha e também ficou nu, pegou a camisinha e se deitou sobre mim. Eu estava tão excitada que não senti qualquer desconforto na penetração, foi tão gostoso.

Não pensei em mais nada, e eu não estava em lugar nenhum, transcendência absoluta. Sem nos desgrudar, ele sentou e eu fiquei por cima dele, trançando minhas pernas em seu quadril e o abraçando. Sentia tanto prazer, enquanto eu me movimentava, nos olhávamos com tanto carinho,quando disse que eu era muito bonita. Senti mais prazer em estar lá.

Fizemos todas as posições , gozamos e começamos de novo. Paramos, conversamos, nos abraçamos em frente ao espelho, rindo , nos vendo juntos. Comentou que a tarde não imaginávamos que a noite estaríamos ali. Também , já deitados novamente, perguntou se depois de tudo , eu iria embora mesmo em agosto. Enfiei o rosto no travesseiro e não respondi, fiquei com vergonha e não queria lembrar naquele momento que havia um mundo real lá fora.

Fomos para a sacada e ficamos abraçados olhando aquela cidade linda e seu Farol. O sono não vinha, voltamos para a cama e começamos tudo de novo. Ele me beijava, acariciava e eu o mesmo, eu fiquei deitada de bruços e puxou meu o quadril , fiquei de quatro. Então outra pergunta estranha: “Onde você está?” Que fofo, ele não foi com tudo, teve cuidado. Achei engraçado, ia pegar a mão dele e levar até minha vagina, mas me empinei mais para ele ficar sobre mim, e com certeza, a situação continuaria fluindo, não precisava desse receio. Ficou um certo silêncio e ele não veio sobre minhas costas. A situação ficou mais cômica quando me deu câimbra, de estar naquela posição e o avisei, deitando vagorasamente para a posição inicial de bruços. Rimos e ele questionou minha habilidade na ioga.

Ele ficou sobre mim e eu segurei o rosto dele e pedi para ficarmos naquele apartamento, do jeito que estávamos um final de semana inteiro, entrando na sexta-feira e saindo no domingo, sem sair de lá, só nós dois e o feixe de luz. Ele aceitou.

Ele agora deitado, subi e fiquei por cima , rebolando e o beijando, sai e continuei a acaricia-lo e beijando seu corpo, quando ele com muita vontade pegou minha cabeça em direção ao seu pau, para chupa-lo. Eu estava com vontade, mas um puritanismo me barrou. Lembrei de uma conversa de garotas sobre sexo, que tive em São Paulo , na qual uma conversa de borracharia aparentaria infantil. O único limite que colocamos foi que sexo oral na primeira transa, não . Lembrei disso na hora e também pensei que não queria gastar todas as minhas habilidades numa noite só. Já estávamos cansados também. Dormimos assim abraçados , nus no meio de uma transa.


Poucas horas depois, ele levantou repentinamente perguntado o que havia acontecido , pois estava nu.
- O que?! Você não lembra?
- Não, não é isso.

Depois do susto, passei a achar engraçadas essas perguntas incomuns dele.
Tomamos banho frio e eu não lavei o cabelo , porque não tinha condicionador.

terça-feira, agosto 22, 2006

primeiro com gosto de açucar

Esse é o primeiro texto, já apanhei bastante para criar! Vamos ver no que vai dar!

Estive no Rio de Janeiro esse fim de semana, sozinha. Fui a trabalho, mas aproveitei o domingo lá! Um dia de calor e tanto, o Rio estava lindo, como disse o piloto(carioca), "como sempre cidade maravilhosa".

Depois de uma tarde incrívelmente bonita na Urca, onde o pôr-do-sol me fez relaxar e me sentir bem, resolvi voltar para o Hotel.Um gringo ficou me seguindo, vendo que eu estava sozinha, tinha cara de bobo, mas parecia gente boa. Alguns anos atrás, eu criaria uma situação para a conversa se iniciar e talvez teria uma tarde de bate papo com um estranho que nada tem a ver com a minha vida. No entanto, estou cansada de grandes acontecimentos e encontros...resolvi ficar quieta e guardar apenas aquele leve interesse do gringo em me conhecer.

Desci do Pão de Açucar e fui passear na praia do flamengo, andei, observei, mentira, mais olhei que observei. Voltei para o Hotel e descansei, dormi profundamente!Acordei faminta, comi, assisti a um filme e o calor estava presente. Adoro calor.

Fui cuidar do meu banho, liguei a banheira, joguei todo o potinho de espuma e esperei. Desliguei a tv e liguei o rádio.Quando liguei a hidro, já não ouvia mais música nenhuma. Estava achando uma delícia tudo aquilo, sensual, solitário e interessante. Comecei a me mexer e me preparar para aproveitar a banheira comigo mesma.

Quando eu ia começar a ficar feliz, senti um puxão no meu cabelo, o que me impediu de me alcançar! Sem entender , insisti em me levantar... mas eu estava presa!De repente, tentei me virar e também não consegui, fiquei assustada e então, me dei conta que meu cabelo estava sendo sugado pela banheira. Fiquei apovarada, se rasgar meu coro cabeludo ou mesmo cortar meu cabelo pela metade! Puxei com força e retirei meu cabelo do sugador, me torci tanto que senti uma dor absurda no corpo.Após ter terminado a luta, senti um certo constrangimento.

"Como assim, quando ia me masturbar, meu cabelo é preso no sugador da banheira?!"

Mas não foi o suficiente para eu desistir. Recomecei tudo de novo, e descobri que estava numa posição contrária na banheira, me ajeitei e meu pé foi parar no sugador. As espumas estavam quase caindo, aqueles jatos de água no meu corpo... comecei a passar a mão no meu corpo. Ai que delícia!Achei um dos jatinhos de água, bem próximo ao meu quadril, me virei de lado e deixei aquele jato bater nos meus lábios, estava com muito tesão.Sentia toda a minha vagina ser massageada, e não parava, não parava, até que fiquei toda tensa e gemi! Fui feliz na banheira.

A solidão pode não ser tão platônica assim!