CARTA DE AMOR
No momento da perda, o que se faz é relembrar as lembranças que causam dor, são as que permanecem de forma contínua na mente. Todos os momentos que fazem chorar, permeiam todo o cotidiano, desde tomar um simples copo d´água até ver a chuva cobrir o horizonte.
O humano é tão humano que acaba se acostumando com o sofrimento e faz dele parte da sua vida. Com o sofrimento consolidado, passei a lembrar do amor, do amor puro, da transcendência. Então redescobri que o amor é o que faz a vida valer a pena e ter o mínimo de sentido, é o que nos faz seguir, é o que traz significado para que tudo que acontece a sua volta. Nesse quadro, passei a reviver o que me trouxe esse sentimento.
Enquanto eu trabalhava, veio uma frase que ecoou por todo o dia. “Eu decidi, logo no começo, que queria ficar junto dela, porque é a mulher da minha vida. E quando você tem essa certeza, você fica ao lado e nada mais importa. Porque ela é a mulher da minha vida.” Ele estava falando de mim para o meu irmão, dentro de um estacionamento, no meio de uma conversa simples. Uma conversa simples carregada de compromisso, certeza e calma. Quando amamos e somos correspondidos, há calma na alma preenchida.
Uma vez me perguntaram como saber se ama ainda, após tanto tempo de casamento. Eu respondi que por mais que não houvesse a dor de barriga de encontrar, e que soubesse como era o sexo, tinham situações que não acontecem sem o amor de outra pessoa. Tem um momento nosso que representava bem isso para mim. Um dia os dois preguiçosos, estávamos deitados no sofá, sem música, sem tv, sem fazer nada. Um de frente para o outro, deitados, relaxados e se olhando, fazendo carinho no rosto. A plenitude, a felicidade calma dos olhares, durante toda essa cena, não tem como ser repetida, nem pode acontecer de outra forma, exceto pelo amor.
Guardarei por toda a vida, os cenários diferentes que criamos para viver, foram tantas praias, montanhas, cidades e pessoas que compuseram uma história de histórias. Tudo isso é inesquecível e por ser assim, posso reviver a qualquer momento, todo o amor que tive.
Não sei se durante esses anos que fui amada, eu soube expressar quanto o amava, nem sei se minha natureza permitia que eu fosse feliz com tantos atos especiais. Minha alma é de sofrimento, o que cansa e faz desistir de muita coisa. Por isso, a perda do amor me fez sofrer como a morte, é latente. Quando eu era criança, eu chorava muito quando imaginava a morte de alguém próximo. Uma professora me ensinou a sentir menos dor com a morte, e pediu para que quando eu imaginasse isso, que pensasse no que eu havia vivido com a pessoa e o que eu queria dizer ou fazer junto e então, que o fizesse. Esse conselho, levo comigo até hoje e quando penso que posso perder alguém, imagino o que falta para eu fazer com aquela pessoa e quando perco, fico agradecida por todos os momentos que estive junto a ela.
Por um período esqueci o conselho e sofri pensando que não fui merecedora desse amor, sofri pensando na perda definitiva, sofri por arrependimento de tê-lo feito sofrer, sofri por ter escolhido a desistência que a luta lado a lado, sofri por saber que sei mais sofrer que amar. Mas ao vê-lo sorrir por outra pessoa, lembrei do conselho e resolvi então contar a ele sobre o que guardo de nosso amor e agradecê-lo por ter sido amada.
São esses os agradecimentos que preciso dizer para poder seguir com minha vida:
OBRIGADA POR TER ME AMADO. OBRIGADA POR ME FAZER SENTIR AMADA UM DIA. OBRIGADA POR TER PERMITIDO TE AMAR. OBRIGADA POR TODOS ESSES MOMENTOS, QUERIDO.
O humano é tão humano que acaba se acostumando com o sofrimento e faz dele parte da sua vida. Com o sofrimento consolidado, passei a lembrar do amor, do amor puro, da transcendência. Então redescobri que o amor é o que faz a vida valer a pena e ter o mínimo de sentido, é o que nos faz seguir, é o que traz significado para que tudo que acontece a sua volta. Nesse quadro, passei a reviver o que me trouxe esse sentimento.
Enquanto eu trabalhava, veio uma frase que ecoou por todo o dia. “Eu decidi, logo no começo, que queria ficar junto dela, porque é a mulher da minha vida. E quando você tem essa certeza, você fica ao lado e nada mais importa. Porque ela é a mulher da minha vida.” Ele estava falando de mim para o meu irmão, dentro de um estacionamento, no meio de uma conversa simples. Uma conversa simples carregada de compromisso, certeza e calma. Quando amamos e somos correspondidos, há calma na alma preenchida.
Uma vez me perguntaram como saber se ama ainda, após tanto tempo de casamento. Eu respondi que por mais que não houvesse a dor de barriga de encontrar, e que soubesse como era o sexo, tinham situações que não acontecem sem o amor de outra pessoa. Tem um momento nosso que representava bem isso para mim. Um dia os dois preguiçosos, estávamos deitados no sofá, sem música, sem tv, sem fazer nada. Um de frente para o outro, deitados, relaxados e se olhando, fazendo carinho no rosto. A plenitude, a felicidade calma dos olhares, durante toda essa cena, não tem como ser repetida, nem pode acontecer de outra forma, exceto pelo amor.
Guardarei por toda a vida, os cenários diferentes que criamos para viver, foram tantas praias, montanhas, cidades e pessoas que compuseram uma história de histórias. Tudo isso é inesquecível e por ser assim, posso reviver a qualquer momento, todo o amor que tive.
Não sei se durante esses anos que fui amada, eu soube expressar quanto o amava, nem sei se minha natureza permitia que eu fosse feliz com tantos atos especiais. Minha alma é de sofrimento, o que cansa e faz desistir de muita coisa. Por isso, a perda do amor me fez sofrer como a morte, é latente. Quando eu era criança, eu chorava muito quando imaginava a morte de alguém próximo. Uma professora me ensinou a sentir menos dor com a morte, e pediu para que quando eu imaginasse isso, que pensasse no que eu havia vivido com a pessoa e o que eu queria dizer ou fazer junto e então, que o fizesse. Esse conselho, levo comigo até hoje e quando penso que posso perder alguém, imagino o que falta para eu fazer com aquela pessoa e quando perco, fico agradecida por todos os momentos que estive junto a ela.
Por um período esqueci o conselho e sofri pensando que não fui merecedora desse amor, sofri pensando na perda definitiva, sofri por arrependimento de tê-lo feito sofrer, sofri por ter escolhido a desistência que a luta lado a lado, sofri por saber que sei mais sofrer que amar. Mas ao vê-lo sorrir por outra pessoa, lembrei do conselho e resolvi então contar a ele sobre o que guardo de nosso amor e agradecê-lo por ter sido amada.
São esses os agradecimentos que preciso dizer para poder seguir com minha vida:
OBRIGADA POR TER ME AMADO. OBRIGADA POR ME FAZER SENTIR AMADA UM DIA. OBRIGADA POR TER PERMITIDO TE AMAR. OBRIGADA POR TODOS ESSES MOMENTOS, QUERIDO.
